Um novo jeito de fazer Política


22/10/2019 14h44 | Por: Mell Pimenta/maisteixeira

A largada eleitoral já foi dada e muitos já começaram com as articulações. Nesses meio políticos dizem que só se sobressaem os que melhor articulam os mais espertos. Porém o cenário político municipal demonstra que a maioria da população “suplica” por mudança. A persuasão política impera nesta região há décadas e as eleições locais sempre foram decididas pela união de grupos políticos bem conhecidos da população. Mas esse tipo de união sempre levou a compartilhamento de poder, pois nas negociações sempre há concessões de parte a parte.

Redesenhar o cenário político não parece ser uma tarefa fácil, mas nesse cenário já surgem pré-candidatos que demonstram uma candidatura independente e focada nas necessidades da população. Mas de que mesmo precisa a população? De políticas públicas que melhorem o acesso aos serviços de educação, saúde, infraestrutura, assistência social, dentre outros, de melhor aplicação dos recursos e menos aparelhamento da máquina pública.

É preciso olhar com sensibilidade para as necessidades do povo e a população tem que saber fazer boa escolha para que seus direitos sejam preservados e que mais à frente possam cobrar, caso os políticos eleitos não cumpram com suas obrigações. Já sabemos que a perpetuação política em muitas das vezes (raras exceções) não tem gerado melhorias nas áreas de deficiência dos serviços públicos e quem sofre com isso é a população.

A falta de independência do eleitorado tem favorecido há décadas o clientelismo político, que se caracteriza pela troca de favores, tanto entre executivo e legislativo como entre legislativo e eleitorado.  Diante disso não seria à hora de adotarmos novas práticas, um novo jeito de fazer política? Fazer articulações baseadas em valores, idéias e acima de tudo focada nas necessidades coletivas? É preciso abandonar as velhas práticas de troca de favores (venda e permuta de votos) para que possamos implantar um processo de mudança social com reflexos econômicos futuros. Porém será que todos estão preparados para abandonar essas “velhas práticas”? Temos que realizar um trabalho árduo de conscientização não só dos participantes do pleito eleitoral, como também da população.

Querer mudanças não se limite somente a uma vontade, precisamos sair da nossa zona de conforto e lutarmos pelo que acreditamos. Ainda que a mudança alcançada venha de forma lenta e gradativa, teremos a consciência tranquila de que deixamos para os nossos herdeiros uma sociedade mais justa que não compartilha da premissa de que “o mundo é dos espertos”. Ditado contestável lógico, pois nem sempre esperteza está ligada ao ato de querer tirar vantagem encima dos outros.

Mas e você, está preparado (a) para adotar esse novo jeito de fazer política?